segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Dica de APP para saber se novas mensagens foram postadas em seus sites favoritos

Vai uma dica rápida que retirei do site Foco no Milhão (link aqui).

No mundo FIRE, temos blogs de muita gente e nem sempre é fácil acompanhar tantas novas postagens, especialmente em fechamentos de mês.

O App FREEDLY agrega notícias e RSS. Basta cadastrar os sites que você quer seguir. Bem simples, não?

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domingo, 13 de outubro de 2019

Ali bumaye!!!

“Odiei cada minuto de treinamento, mas não parava de repetir a mim mesmo: ‘não desista, sofra agora para viver o resto de sua vida como campeão’”.

Hoje, vou falar de meu ídolo. Apesar de ser brasileiro, não é Ayrton Senna da Silva, embora o respeite bastante, especialmente por sua determinação que é muito necessária na mentalidade de um FIRE.

A questão é que ele notabilizou-se em um esporte a motor e não dá para fecharmos os olhos para a questão de que sem um carro pelo menos razoável, não dá para fazer milagre. Assim sendo, para ter sucesso neste esporte, você precisa estar sentado em uma boa máquina de correr.

Não sou negro, pelo contrário, tenho pele bem clara. Então, o fato de ter Cassis Clay, mais conhecido como Muhammad Ali, como meu herói, não tem nenhum viés racial.

Talvez, muitos não saibam, mas Ali foi eleito o Atleta do Século XX, superando Pelé. Inegavelmente, o Rei do Futebol teve uma carreira incrível, mas minha predileção pelo boxer norte-americano dá-se não apenas pelo aspecto esportivo, mas também, por sua vida privada e, neste aspecto, a meu ver, não dá para comparar as duas figuras.

Cassius Marcellus Clay Junior nasceu em 17 de janeiro de 1942, em Louisville, Kentucky, EUA, em uma família de classe média baixa. Interessou-se pelo boxe, aos 12 anos de idade, após recomendação de um chefe de polícia que o flagrou batendo em uma pessoa que estava tentando furtar sua bicicleta.

Sagrou-se campeão olímpico em 1960, nos meio-pesados, com apenas 18 anos de idade. Somente 4 anos depois, já era campeão do mundo, na categoria pesos pesados, derrotando Sonny Liston.

Aqui, vale destacar duas importantes características da persona de Cassius: um tremendo carisma e uma altíssima carga de confiança em si mesmo. Antes de enfrentar Liston (já era um campeão há bastante tempo), durante a preparação para a luta, em entrevistas, ficou conhecido por fazer brincadeiras, utilizando-se de rimas (veja algumas aqui), além de demonstrar uma auto-confiança que para muitos não passava de uma maneira de esconder o profundo temor que tinha de morrer dentro do ringue. Antes do confronto, afirmou, em alto e bom tom, que não só venceria como seria o maior de todos os tempos ("I am the greatest").

Para um sujeito de apenas 18 anos, muitos o viam como esnobe, arrogante e egocêntrico depois de dizer que não só ganharia o confronto, como tendo previsto em que assalto nocautearia o seu algoz. Era 8 ou 80. Ou você o amava ou o odiava.

Vejo esta arrogância de Clay como uma arma, apesar de reconhecer que não vai funcionar para todos. A me ver, antes dos embates, Clay dizia que iria vencer e até previa quando iria acontecer os nocautes como uma forma de minar a confiança do adversário. Ele tinha um grau de confiança tão elevado que era muito difícil não acreditar em suas palavras. Foi, em certa medida, um grande orador. Se o oponente não tinha uma fortaleza mental sólida, já entraria derrotado no ringue, pois as palavras de Clay já estavam dentro de sua cabeça.

Aqui, o parâmetro que faço com o mundo dos investimentos e com o projeto de liberdade financeira é que você tem que ter um PLANO e uma DISCIPLINA ferrenha para segui-lo à risca. Não estou dizendo que mudanças de rotas não sejam necessárias durante a jornada, mas uma vez determinado o planejamento, o investidor deve segui-lo independentemente do que acontecer ao seu redor, de achismos, ignorância e inveja de outros.

A partir do momento que alcançou o cinturão, derrubou todos seus adversários. Procurem no YouTube por suas lutas. Para um peso-pesado (1,91 m de altura e mais de 90 kg), ele tinha uma desenvoltura nunca antes vista. Um jogo de pernas de um lutador bem mais leve. Com braços longos, podia atingir o adversário sem ser admoestado. 

Em 1967, já convertido ao Islamismo (abandonou o seu nome de escravo, como dizia, e passou a se chamar Muhammad Ali, o que o tornou mais odiado ainda), tomou a atitude que me fez colocá-lo como meu ídolo maior. Foi chamado para servir ao Exército durante a Guerra do Vietnã. Esta foi sua resposta:

“Não vou percorrer 10.000 quilômetros para ajudar a assassinar um país pobre simplesmente para dar continuidade à dominação dos brancos sobre os escravos negros”.

Só nos resta reconhecer uma coisa: ele tinha muita CORAGEM. Você vê, por exemplo, Neymar, ou alguma outra celebridade do mundo esportivo ou não, tomando uma atitude destas, ainda mais na década de 70, nos EUA, quando você está no ápice de seu vigor físico e da carreira? Pelé, também negro, em algum momento, agiu de maneira semelhante?

Ali não era apenas um estupendo pugilista, mas uma pessoa extremamente inteligente e que notou que poderia usar sua figura pública para mostrar os imensos problemas existentes não somente na sociedade estadudinense naquela época como em todo o mundo.

Para alcançar a liberdade financeira, você precisa ter coragem para começar. Coragem para deixar as horas de lazer de lado para estudar. Coragem para manter o foco e a disciplina por anos a fio, desprezando todos os comentários e fatos negativos que surgirão durante a jornada. 

Foi a pá de cal. Sua recusa ao alistamento fez com que perdesse a licença para lutar, tendo, inclusive, sido ameaçado de prisão, o que motivou o ajuizamento de uma ação judicial que chegou até a Suprema Corte. Mesmo tendo um único negro como ministro, a decisão foi unânime: Ali não poderia ser obrigado a lutar no Vietnã por causa de suas convicções religiosas. Se quiser saber como foi este histórico julgamento que abriu um precedente inédito na história dos EUA, veja aqui

Após ter o direito de lutar restituído e de ter vencido algumas lutas, enfrentou o atual campeão, Joe Frazier e perdeu. Pediu a revanche, mas neste ínterim, Frazier foi simplesmente massacrado por um novato (veja aqui). Seu nome: George Foreman (1,92 m de altura e nada mais, nada menos que 118 kg apenas de músculos, aquele "gordinho" careca da propaganda de grill na década passada). Não bastasse o tempo que ficou inativo, agora, enfrentaria um sujeito 7 mais anos mais jovem, mais pesado e mais forte. APENAS UMA PESSOA ACREDITAVA QUE ALI PUDESSE VENCER. 

Quem seria? 

O próprio Ali que, mais uma vez, mostrou como tinha coração de leão ao aceitar o enfrentamento apesar de muitos acreditarem que não teria nenhuma chance e que poderia morrer dentro do ringue.

Inteligente como era, e aos 32 anos, sabia que teria que bolar um plano para derrotar o rival. Chegou à conclusão de que sua única chance seria vencer Foreman pelo cansaço, já que seu rival, mais jovem, e com a típica mentalidade de ser imediatista, iria fazer o possível para obter o nocaute logo nos primeiros assaltos. Daí, durante a preparação, focou em apenas uma coisa, uma vez que técnica já possuía: apanhar. Contratou vários sparrings mais pesados e jovens para aprimorar sua resistência.

30 de outubro de 1974. Como eu gostaria de estar no estádio no Zaire que sediou a "The rumble in the jungle", para muitos, a maior luta de todos os tempos (veja mais aqui). Depois de intermináveis 7 assaltos apanhando, provocando Foreman (à época, os rounds tinham maior duração que hoje) e desprezando os conselhos que seu técnico que pedia para ele não chamar o rival para as cordas para ser golpeado, Ali fiz o inimaginável. Nocauteou Foreman. 

Agora, duas curiosidades. Sylvester Stallone escreveu o roteiro de Rocky em poucas horas depois de assistir, no ginásio, à luta de Ali contra Chuck Wepner (mais detalhes aqui), sendo que Apollo Creed é a personificação de Ali.

Stallone que penava para se sustentar, foi obrigado a vender seu cão, Butkus, por meros 40 dólares. Logo que recebeu o adiantamento de pagamento pela venda do roteiro de Rocky, não pensou duas vezes e recomprou Butkus. Preço? 15.000 dólares. Mais detalhes, você encontra aqui.

Se você quiser conhecer mais sobre a vida de Ali, acesse aquiaqui, assista ao documentário vencedor do Oscar, Quando éramos reis (When we were kings - trailer aqui) ou assista ao filme baseado em sua história, Ali (aqui - em que Will Smith foi indicado ao Oscar e cujas cenas de boxe não contaram com dublês). Os highlights da célebre luta com Foreman estão no link abaixo.




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sábado, 12 de outubro de 2019

Diversificar é TUDO!!!

19 de maio de 1941. Gotenhafen, Polônia.

Ondas se formam nas águas gélidas do Atlântico.

As três hélices triplas são acionadas para impulsionar 50.300 toneladas. 251 metros de comprimento, tripulação formada por 2.200 homens. São 8 canhões de 380 mm, 12 canhões de 150 mm, 16 baterias antiaéreas 105 mm, 16 baterias antiaéreas de 37 mm e 12 baterias antiaéreas de 20 mm.

O mundo, até então, não tinha visto nada como aquilo.

Seu nome: Bismarck.

Seu objetivo: destruir a marinha mais forte da época, a inglesa, além de cortar todas as linhas de suprimento que ligavam os EUA e os países aliados no continente europeu.

Bum!!! Bum!!!

Um forte estrondo é ouvido pelos tripulantes. Momentos depois, o comandante da embarcação, Ernst Lindemann, acompanhado de Günther Lütjens, o mais respeitado almirante da Kriegsmarine germânica de todos os tempos, são informados que a embarcação perdeu o leme em virtude de danos sofridos pelos torpedos disparados pelo HMS Dorsetshire da Marinha Britânica.

Daí em diante, nada mais poderia ser feito. O prejuízo na condução da nave era tão grave que fez com que Bismarck passasse a navegar em círculos, tornando-se uma presa fácil para seus caçadores.

27 de maio de 1941. 10 horas e 35 minutos. O maior orgulho da marinha de Hitler começa a desaparecer nas profundezas do Atlântico Norte.

Dos 2.200 homens a bordo, apenas 114 sobreviveram.

A história do couraçado durou apenas 8 dias. Era sua primeira missão.

O que isso tem a ver com diversificação de investimentos? Pode parecer que nada, mas, tudo.

No mundo dos investimentos, estamos vivendo uma espécie de guerra. Faraós fazem promessas de ganhos rápidos e extraordinários. Tentações da vida humana bombardeiam você diariamente para tirar o seu foco da jornada FIRE. Conhecidos e parentes dizem que você está deixando de vivar o presente na esperança de ter um futuro que pode nunca chegar. Crises nos mercados financeiros são cíclicas. Queda na taxa de juros diminui a rentabilidade na renda fixa, forçando o investidor a se arriscar mais na renda variável.

Se você não vai para a guerra com o arsenal mais diversificado possível, você tende a não resistir, especialmente nos momentos de pânico do mercado, circuit break, etc. No caso do Bismarck, Hitler confiou muito em apenas uma embarcação e subestimou a força do trabalho em equipe de seus adversários que estavam em maior número e com mais variantes de armamentos (porta-aviões, por exemplo).

Fazendo a comparação, o investidor deve ter exposição ao maior número de ativos possíveis (em outras moedas, inclusive, já que historicamente, a moeda brasileira não tem um bom retrospecto), de forma a reduzir, ao máximo, a correlação de dependência entre os mesmos. Em outras palavras, criar uma estratégia de forma que você sempre ganhará alguma coisa independentemente do fato da balança do mercado tender para uma direção ou para a diametralmente oposta. O famoso jogo do ganha-ganha.

Não estou falando com isso que você nunca terá perdas (crises sistêmicas acontecem e afetam tudo, agindo como um verdadeiro tsunami) e nem que você tem que sair comprando tudo que lhe é ofertado. O estudo SEMPRE é imprescindível. Penso que quanto menor a participação de um determinado ativo em sua carteira previdenciária, melhor será para a saúde dela e para o seu emocional, já que uma coisa é perder tudo em um ativo que representava 20% de seu patrimônio total e outra coisa totalmente diferente é se aquele ativo correspondia a apenas 2% do montante global.

Alguns dizem que você estaria diluindo em excesso a sua exposição, o que não traria vantagens financeiras para você. Eu, particularmente, não penso assim, especialmente para quem tem um horizonte muito longo de aportes e que tem responsabilidade com seu patrimônio já amealhado. Pode até ser que você não vá ter um ganho na rentabilidade, mas para um FIRE, o aspecto psicológico é primordial. Lembre-se da máxima: antes de querer ganhar, não perca. Assim sendo, prefiro ter um pouco de muitas coisas do que muito de poucas coisas.

Recomendo, fortemente, a leitura dos livros de Peter Lynch, especialmente o "Jeito Peter Lynch de investir". O renomado investidor não tinha formação acadêmica na área financeira. Seu fundo chegou a ter participações em mais de 700 ativos distintos espalhados por todo o globo, de forma a minorar o risco da carteira. Outra lição bastante útil que podemos tirar da leitura de suas obras é: procure conhecer o negócio em que pretende investir, colocando-se na posição de consumidor para poder chegar à conclusão mais acertada. Visite suas lojas, compre os produtos, pergunte para seus clientes sobre o nível de satisfação, visite sites de reclamações de consumidores. Pode ser o melhor indicativo para saber se há futuro para aquele ativo.

Você não quer ser como um dos 2.086 tripulantes do Bismarck que pereceram, não é mesmo? 

Se você quiser conhecer mais sobre a história do Couraçado Bismarck, veja abaixo dois documentários e a gravação de um trecho da batalha em vídeo original.





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terça-feira, 8 de outubro de 2019

As primeiras dicas de filme

A primeira dica de filme é sobre um tema bastante recorrente: a vingança.

Como estou na faixa de 45 anos de idade, não vou tratar de películas mais modernas, pois é altamente provável que a audiência do canal já tenha visto. Daí, focarei em filmes mais antigos que muitos sequer ouviram falar.


Para quem gosta de ficção científica, recomendo Jornada nas Estrelas: A Ira de Khan que é reputado por boa parte da crítica especializada e pelos trekkers (fãs do seriado) como o melhor filme da série no cinema.

Além da presença do elenco da série clássica de tv, temos Ricardo Montalbán (aquele mesmo da série de tv "Ilha da Fantasia" que passava durante os finais de tarde na TV Globo na década de 80) que personifica o vilão da história, Khan. Sua história foi contada em um dos episódios da série de tv, o que serviu de argumento para o filme no cinema.

Como a obra foi lançada em 1982, não espere efeitos especiais repletos de CGI. O  grande mérito da película é mostrar o embate entre Khan e Capitão Kirk, trazendo algumas reviravoltas bem interessantes, sem contar batalhas entre espaçonaves eletrizantes.

Os efeitos sonoros contribuem, sobremaneira, para manter o suspense e a tensão só cresce até chegar à parte final do embate com um bônus de uma cena que entrou para a história da série (não vou fazer spoiler).

A segunda recomendação é um de meus filmes prediletos e que retrata a vingança como nenhum outro, em minha opinião. É um western (faroeste), dirigido pelo italiano Sergio Leone que ficou famoso pelos western spaghetti, sendo que a trilha sonora ficou sob responsabilidade do também italiano Ennio Morricone que já recebeu inúmeras indicações pela Academia.

Aqui, aproveito para realçar que muitos tem preconceito com relação a faroestes, mas peço para dar uma chance para esta película. A história é simples, mas a criação, em todos os aspectos, é tão detalhada que faz você criar um vínculo com os personagens.

Basicamente, temos o embate entre Charles Bronson e Peter Fonda (seu único papel de vilão durante a prolífica carreira). Como coadjuvantes, Claudia Cardinale e Jason Robards. 

O filme é longo. Não é para qualquer um. Talvez por isso, quando de seu lançamento, teve uma recepção bastante fria por parte dos críticos e do público. 

Mas a conjugação da história/cinematografia/trilha sonora é única. Com o passar dos anos, tanto crítica quanto público passaram a olhar a obra com outros olhos e muitos a consideram, hoje em dia, como o melhor western de todos os tempos.

O embate final é antológico. Leone conseguiu manter o clímax por nada mais, nada menos que 7 minutos. Isto mesmo, 7 minutos, o que é absolutamente surreal para os padrões de hoje, ainda mais comparando com filmes de super-heróis que são tão acelerados.

O nome do filme é Era uma vez no Oeste (Once Upon a Time in the West).

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Hobbies


Como disse aqui, vejo a LEVEZA como uma das qualidades que o FIRE precisa ter para enfrentar os desafios da jornada até a independência financeira. As outras são: DISCIPLINA, FOCO e PACIÊNCIA.

A melhor maneira de se tornar leve, a meu ver, é você se dedicar a atividades que lhe proporcionem prazer. Leitura, atividade física, viagens...

No meu caso, meus hobbies favoritos são música e cinema. Aproveitarei este espaço para compartilhar com vocês dicas. Como estou na faixa dos 45 anos, o meu gosto pode ser tratado por alguns de gente velha, mas a questão é: SEJA VOCÊ MESMO.

Como não vejo TV e acabo passando muito tempo no YouTube, digo que é possível você encontrar verdadeiras pérolas lá. Muitas das vezes, de gente que você jamais teria acesso pelos canais convencionais de mídia.

Vocês não imaginam como há gente talentosa no mundo usando sua voz e/ou um instrumento musical. De igual maneira, é possível se deleitar com gravações de artistas famosos feitas em shows por ouvintes (bootlegs). Gravações estas que superam, em alguns casos, aquelas de estúdio.


Como já falei aqui, tenho o sonho de emigrar do país. Como ainda estou distante da meta de aposentadoria (23 anos), tenho o cuidado de fazer com que esta esperança não se transforme em frustração já que, hoje, é uma meta bem longínqua.


No exterior, só conheço o Paraguai e parte considerável da Europa, especialmente a parte ocidental. Por ser fascinado por História, optaria por passar meus últimos anos de vida no Velho Continente, mas não em alguma capital. Quero uma cidade de interior, bem pacata que me proporcione o que mais me faz falta no Brasil: segurança.


Alguém poderia dizer que posso encontrar uma vida mais segura em alguma cidade do interior do Brasil, especialmente na Região Sul, interior de São Paulo ou de Minas Gerais, mas não tenho tanta certeza disso. Roubos de caixas eletrônicos tornaram-se comuns em cidades mesmo pequenas. O avanço do crime organizado e do tráfico de drogas é uma realidade que se mostra onipresente.

Ademais, com o avanço da tecnologia, vejo o aumento do desemprego como um fator que irá agravar a temática da criminalidade. Não estou dizendo que falta de emprego significa livre passe para o mundo do crime, mas temos que admitir, lamentavelmente, que esta migração é algo mais do que esperado.

Ressalto que não vejo a vida no exterior como uma fonte apenas de prazeres e de tranquilidade. Desafios existem em qualquer lugar. O primeiro, obviamente seria a língua e a adaptação a novos costumes. Ademais, é bem provável que que quando de seu livramento financeiro, o seu colchão estará vinculado ao Real, moeda bem mais fraca que o Dólar, o Euro, a Libra, dentre outras. 

Por conseguinte, se você optar por aproveitar a sua aposentadoria em um país que adote alguma destas moedas, você terá que se acostumar a ter uma vida mais modesta, em virtude do fato de que você estará recebendo em Real, mas gastando em Euro, Dólar, por exemplo.

Particularmente, não vejo isso como problema. Tudo na vida tem um preço. Se para ter a tranquilidade de poder dormir com a porta de casa aberta ou andar na rua falando despreocupadamente ao celular, por exemplo, for necessário adotar um estilo de vida mais frugal, minimalista e modesto, eu topo a empreitada pois, a meu ver, o "bem" mais precioso que você pode ter durante o exercício da vida de aposentado é a paz.

À oportunidade, convém frisar que o fato de você vincular parte seu patrimônio a ativos vinculados a outras moedas (investimento em ações de empresas estrangeiras via corretoras internacionais soa como a opção mais natural) pode minorar o problema do câmbio apontado acima.

Não tomei a decisão quanto à possibilidade de emigração. Muitas coisas ainda podem mudar em minha vida, mas os pensamentos sempre vem à mente.

A primeira indicação musical relaciona-se com um país que hoje seria minha primeira opção para passar o resto de minha vida.


Veja aqui. Se gostou, comente na área de comentários.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Pratique o ato de doar

Como já expliquei em posts pretéritos, o objetivo deste espaço, basicamente, é incentivar a adoção da mentalidade de poupar pelo brasileiro que, historicamente, não possui tal disposição/cultura, diferentemente do norte-americano e, especialmente, do europeu que, de certa forma, acabou sendo forçado a adotar tal postura por ter enfrentado inúmeras guerras no passado.

Da mesma forma, já pontuei que a vida do FIRE não se resume a poupar em um ciclo perpétuo sem fim. Quando do atingimento da meta previamente estabelecida, espera-se que o FIRE passe a gozar a vida de maneira mais despreocupada no aspecto financeiro, já que o colchão financeiro foi formado anteriormente baseado no tripé disciplina-foco-paciência, com um pitada de juros compostos. Rememore-se que o planejamento foi estabelecido de forma a garantir a renda da aposentadoria pelo tempo que o investidor entendeu mais adequado, isto é, jamais acabará a reserva, pois o movimento contínuo de retirada não é suficiente a ponto de extingui-la. É o que chamamos de TSR - Taxa Segura de Retirada (aprenda mais aqui).

O mero fato de você ter acesso a este tipo de conhecimento já te coloca numa situação extremamente privilegiada. A maioria da população brasileira não sabe poupar e nem faz ideia do que seja FIRE. Podemos culpá-los? Talvez, alguns que possuem condições para adquirir este tipo de mentalidade, mas a realidade é que muitos recebem tão pouco, vivendo à margem da sociedade, o que inviabiliza qualquer tipo de planejamento financeiro e, por conseguinte, a formação de poupança.

Daí, sem querer entrar na seara de opção religiosa, entendo que compete a nós, não por possuirmos uma condição econômica mais favorável e conhecimento que nos permite poupar com constância e eficiência no longo prazo, mas por sermos seres humanos, irmãos, ajudar os outros que tanto necessitam.

Não estou dizendo que você tem que seguir o meu modo de agir. Cada um é o senhor de seu destino, mas o ato de praticar a doação me traz paz de espírito, pois mostra que não fechei os olhos para as problemáticas sociais que me rodeiam no dia-a-dia. Me ajuda a criar outros pensamentos e vibrações não vinculados à questão da busca da independência financeira.

Não importa o que vai doar. Pode ser tempo ou dinheiro. Se for numerário, pode fazer as doações em determinados períodos de tempo (semanal, mensal, anual) ou formar uma reserva, separada de seu patrimônio, que irá rentabilizar ao longo do tempo, sofrendo a ação dos juros compostos, de forma que no final da história, você terá um montante mais relevante, onde poderá ser aplicada a TSR explicada acima.

No meu caso, como tenho um furgão que possui uma capacidade de carga bem expressiva e pelo fato de que não é tão comum as pessoas terem este tipo de veículo que pode transportar mais peso, eu me prontifico a fazer transporte de doações (hoje, de cestas básicas) para pessoas necessitadas. Mas para mim, não é suficiente. Criei um COMPROMISSO comigo mesmo de separar uma quantia de meu orçamento mensal apenas para doações. Como muitos precisam de ajuda, faço um rodízio, seja para ajudar seres humanos ou animais (faço parte de uma ONG de proteção animal).

Admito que é complicado fazer o filtro para saber para quem está doando, já que muitos se aproveitam da caridade alheia para ludibriar as pessoas. Mas procuro não me preocupar com isso. O que importa é a prática do verbo DOAR. Se a pessoa que recebeu fez uso indevido da doação, o problema é somente dela. VOCÊ JÁ FEZ SUA PARTE. Este receio jamais pode ser usado como desculpa para não doar.

Entregando as cestas básicas, não é difícil eu encontrar pessoas que nem olham em meus olhos, fazem um gesto ou dizem "obrigado". Não nego que me machuca um pouco por dentro, mas coloquei na minha cabeça que não posso ter controle sobre este tipo de comportamento. A vida saberá corrigir tal situação da melhor maneira possível. Ademais, é importante ressaltar que você não deve doar pensando apenas no agradecimento de outrem. O ato, em si, tem que ser totalmente desinteressado para realmente valer a pena (não vá ficar se martirizando ao imaginar o que aquela verba doada poderia rentabilizar em x anos). 

Ratifico mais uma vez: você não tem que fazer o que faço. Só estou relatando um comportamento que me ajuda a traz conforto espiritual. Como já disse em outras ocasiões, é imprescindível que o FIRE tenha corpo e mente sã e, em minha modesta opinião, mente sã significa também paz interior. Você não deve ser o investidor que só se preocupa em aumentar o valor dos aportes e a rentabilidade de seus ativos, pois esta riqueza é apenas material e passageira. Não custa nada lembrar que quando do passamento, você nada levará daqui.

A maior riqueza é a d'alma, aquela intangível, que muitos não conseguem enxergar. Esta, sim, é duradoura.

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domingo, 6 de outubro de 2019

Preocupe-se com o aporte e não com o patrimônio já amealhado

Ser FIRE é uma missão de vida. Não é para qualquer um, dado que são necessários alguns requisitos para sê-lo. Vou elencar abaixo as principais, a meu ver.


PACIÊNCIA. Se não me falhe a memória, foi Warren Buffett (conheça mais aqui) que disse que o mercado financeiro é coisa para os pacientes. Não é de se entranhar, já que sua empresa, a Berkshire Hathaway possui, nada mais, nada menos, que bilhões de dólares em caixa (veja aqui). Um indivíduo mais incauto iria chamá-lo de "burro", pois se o dinheiro está parado, não está rentabilizando. 

Podemos dizer, tranquilamente, que Buffett é um dos mais investidores de todos os tempos e muito de seu sucesso deu-se por causa dos ensinamentos de Benjamin Graham (conheça mais aqui). Todavia, quem leu alguma de suas obras sabe que, nos dias de hoje, é muito difícil, para não dizer impossível, comprar barganhas na bolsa de valores. Boa parte da riqueza do Oráculo de Omaha é fruto de seu instinto (obtido com muitas horas de estudo e não de achismos, diga-se de passagem) de descobrir ótimas oportunidades de ganho que a maioria não via. Hoje em dia, especialmente para aqueles que advogam a Teoria do Mercado Eficiente (conheça mais aqui), o próprio mercado, formado por toda a massa de investidores institucionais e pessoas físicas, que tem acesso a notícias de forma que não era possível na época do auge da carreira de Buffett, precifica, da melhor maneira possível, os ativos em negociação. Buffett mudou, em termos, sua maneira de agir depois de se associar a Charlie Munger (conheça mais aqui).

Particularmente, não concordo com este pensamento em sua integralidade, pois se o mercado fosse 100% eficiente, todas as crises pelas quais o mercado acionário atravessou desde o seu surgimento, não poderiam ter existido. Este é um dos motivos para defender a reserva de oportunidade que tratarei em outro post. Caso você discorde, estou aberto ao diálogo na seção de comentários.

Pode ter certeza que Buffett tem uma razão muito forte para ter tanto dinheiro em conta. Ele deve ter visto indícios de que uma grande correção do mercado acionário estatudinense não deve demorar (crises são cíclicas - veja mais aqui) e espera aumentar o patrimônio de sua empresa de forma expressiva, comprando participações relevantes em ótimos negócios a preços consideravelmente menores que os praticados hoje.

Reconheço que existe um estudo que mostra que, a longo prazo, aquele investidor que ficou 100% do tempo no mercado, enfrentando todos os períodos de bear e bull market, rentabilizou mais do que aquele que só entrou nos pontos de baixa do mercado, tentando fazer market timing (veja aqui). Como já asseverei em mais de uma oportunidade neste blog, eu ajo de uma forma e cada um tem que criar o seu plano e segui-lo. Acredito que um investidor perspicaz sempre terá uma reserva de oportunidade pois ela é muito útil para exercer direitos de subscrição em cotas de FIIs, caso seja vantajoso, além de aproveitar momentos de forte correção do mercado. Isso para mim é ser anti-frágil. É o jogo do ganha-ganha. Você está no mercado, mas, ao mesmo tempo, tem reserva de oportunidade. Você ganha de qualquer maneira. Se você perder dinheiro com uma estratégia, a outra possivelmente irá compensar, mesmo que parcialmente, minorando o dano causado à totalidade dos ativos de sua carteira previdenciária. 

Hoje, prefiro ter uma boa quantia em renda fixa para esperar uma queda maior na cotação das ações de forma que possa comprar bons ativos a preços bem menores. Na minha visão, não há maneira mais fácil de aumentar a rentabilidade de sua carteira de ações adotando esta estratégia, desde que não saia comprando qualquer coisa (o estudo dos ativos é imprescindível). Alguns podem dizer que estou deixando de ganhar com dinheiro parado na renda fixa, mas ouso discordar por alguns motivos: perder dinheiro, não estou, pois, grosso modo, a rentabilidade da renda fixa empata com a inflação (não vou entrar aqui na discussão se o IPCA reflete, de maneira real, a inflação das ruas); por causa do balanceamento de minha carteira, posso me dar o luxo de deixar esta quantia "parada" como reserva de oportunidade; como meu horizonte de aportes é de 23 anos, este montante "parado" pouco significará no volume total quando chegar o momento do livramento financeiro, em virtude da ação dos juros compostos no longo prazo, sendo que há uma possibilidade real de aumento exponencial no volume do patrimônio após adquirir bons ativos depois de uma grande correção. Mesmo que venha outra grande correção no futuro (lembre-se que os movimentos econômicos de retração e de expansão são cíclicos), o que pode afetar a cotação de seus ativos, você já terá aproveitado um momento de "feirão de ativos" e já terá formado outra reserva de oportunidade para voltar a reduzir o preço médio dos ativos de sua carteira.

Outro ponto que merece destaque é que você, na qualidade de investidor, não deve ficar impaciente porque vê as carteiras previdenciárias de outras pessoas desenvolverem-se em uma maior velocidade que a sua. Cada um tem seu estilo de vida, seu volume de gastos mensais, além de capacidade de aportes. É comum ver gente se desiludindo porque fica se comparando com Youtubers que conseguem fazer aportes em milhares ou milhão de reais. Se você tiver esta conduta, jamais avançará e, pior, poderá te levar à ruína, pois poderá ficar sujeito a "dicas quentes" ou a expor-se a riscos desnecessários, botando tudo a perder.

Por natureza, sou uma pessoa impaciente (engarrafamento, por exemplo, me deixa possesso), mas com relação a este aspecto de minha jornada em me tornar FIRE, admito que sou mais controlado, até porque já tenho 42 anos e com tantos erros no passado, não posso me dar ao luxo de errar novamente e adiar novamente o plano de atingir minha liberdade financeira. É possível que a idade combinada com a vivência tenham me trazido esta paciência na formação da carteira previdenciária. Talvez, se fosse mais jovem, teria outro mindset. Não estou dizendo com isso que o jovem não pode arriscar mais, até deve, de acordo com o seu perfil de risco, pois terá mais tempo de recuperar eventuais prejuízos sofridos durante a sua jornada de independência financeira. 

FOCO. Para qualquer coisa que você queira fazer em vida, é preciso ter foco a fim de alcançar o resultado almejado. Se sua mente está dispersa, poderá não atingir, ou alcançar, parcialmente, a meta pretendida. E neste aspecto, falando especificamente de criação de patrimônio para independência financeira, adoto a estratégia de não ter apenas objetivos de cunho financeiro, mas também, metas de outras naturezas. 

Em outras palavras, além de eu esperar alcançar uma determinada meta de patrimônio total ao fim de 2019, tenho outras mais longínquas que não estão vinculadas com dinheiro em si. Aqui, entram os sonhos. Sonhar não faz mal, desde que tenha algum grau de possibilidade de atingimento. Um de meus sonhos é viver no exterior, não ter que trabalhar mais e curtir a vida em um lugar seguro e agradável, sendo que a menor de minhas preocupações será a parte financeira. Quero fazer um passeio, quero comprar uma coisa. Vou lá, faço! Vou lá, compro. Simples, assim! 

Daí, é importante durante a caminhada, realizar alguns sonhos intermediários, caso sinta necessidade. Neste caso, você verá, em alguma medida, o retorno do esforço realizado, o que te incentivará a continuar na jornada, pois sabe que quando alcançar a linha de chegada, a recompensa será muito maior.

O FIRE não fica acumulando patrimônio ad perpetum. Quando chegar o momento do livramento, ele começará a gozar a vida de maneira mais despreocupada, pois sabe que todo o trabalho que teve no passado rendeu os frutos financeiros que esperava. Em outro post, explicarei o que é TSR (mecanismo que garante que não faltará dinheiro ao FIRE após o início de sua aposentadoria).

DISCIPLINA. A vida é feita de obstáculos. Imprevistos sempre acontecem e isso pode afetar sua capacidade de aportar. Não se zangue porque não conseguiu aportar no final do mês por um motivo extraordinário. Esqueça, acontece com todos, inclusive com aquele influenciador digital do ramo financeiro que está sendo aparecendo durante os vídeos que você vê no Youtube. Não deixe que este acontecimento afete sua disciplina de continuar aportando, pois, basicamente, é a conjugação dos aportes com a ação dos juros compostos que fará o seu patrimônio crescer.

Quanto a incrementar o nível de aportes, não tem muito segredo: reduza suas despesas e/ou aumente suas receitas. Já fez as contas de quanto custa: cigarro, bebida em demasia, saídas frequentes para lazer, comprar coisas que não lhe tragam algum tipo de valor, assinatura de tv a cabo se você não para em casa ou só assiste tv aberta, pedir tudo pelo delivery? Não é questão de ser mesquinho. Você precisa analisar o seu estilo de vida e seu orçamento diuturnamente para tentar encontrar algum ponto de fuga de dinheiro que não lhe traz nenhum tipo de benefício. 

Alguns podem dizer que a melhor maneira de aumentar os aportes é empreendendo. Eu o fiz e não tive uma boa experiência. Como é um tema que demanda mais aprofundamento, deixarei a explicação para outro post.


Adoto a conduta de focar mais nos aportes do que no montante total do patrimônio. Não vou dizer a você que não abro o site da corretora para ver como está a rentabilidade dos ativos, mas o faço mais para saber que está tudo bem (receio de atividade hacker e de golpes) do que para saber se fiquei R$ 5,00 mais rico de um dia para ou outro. Isso não é saudável, de maneira alguma.

A indagação que sempre procuro responder todo mês é: Quanto vou aportar? O volume do colchão financeiro já existente é pura consequência. Reconheço que por ser funcionário público, a constância e previsibilidade dos vencimentos facilitam muito na tarefa de fazer os aportes, mas isso não é desculpa para aquele que não é funcionário do governo dizer que é impossível se tornar FIRE trabalhando com uma CTPS.

Ademais, assumo uma postura pessimista quanto à expectativa de rentabilidade da carteira. Por mais que os ventos estejam favoráveis no campo econômico, procuro trabalhar com uma previsão de taxa de rentabilidade menor como mecanismo de defesa psicológica. 

Penso da seguinte maneira. Se você colocar o sarrafo lá em cima em matéria de rentabilidade dos ativos e o resultado for decepcionante, a pessoa que não tem uma fortaleza mental mais sólida, poderá se sentir enfraquecido ou até entrar em um estado depressivo, podendo cometer outros erros ainda mais gravosos ao seu patrimônio. Ao passo que aquele que já trabalha com uma perspectiva de ganho menor, não ficará negativamente surpreso caso a rentabilidade venha mais baixa, sendo que se vier mais alta, será agraciado com uma bem-vinda surpresa, o que fará bem para o seu emocional.

No meu caso, acredito que a criação e manutenção deste deste blog com um cunho mais confidencial, intimista, mesmo, poderá me ajudar a sentir-me menos solitário. É plenamente compreensível o isolamento de um FIRE por questões de segurança e/ou pelo fato de ser taxado de mesquinho e avarento pois muitos não tem conhecimento sobre este modo de vida.


LEVEZA. Foco e disciplina nunca foram problemas para mim, já que fui criado por pais rigorosos e disciplinadores. E, hoje, agradeço pelos ensinamentos. Sinceramente, me preocupo bastante com o futuro da humanidade, pois é impressionante como existem hoje crianças e adolescentes que não aceitam um NÃO. Que tipo de adulto podemos esperar?

A leveza, com certeza, é o ponto que mais preciso trabalhar. Como sou muito caseiro e de quase nenhum amigo mais próximo, acabo dedicando uma parte considerável de meu tempo em leitura e estudo com o fito de atingir a liberdade financeira. Por conseguinte, você deixa coisas de lado que vem cobrar o seu preço. E o que cobra o preço mais alto? SAÚDE. 

Comecei a refletir comigo mesmo que estava focando muito no futuro, deixando o presente de lado, o que afetou minha saúde. Daí, pelo fato de meu corpo ter dado sinais, voltei a nadar (no mínimo, 3 vezes, por semana, 1 hora, cada dia). Do que adianta ser milionário aos 65 anos de idade (quando poderei me aposentar do serviço público), se não consigo subir um lance de escadas? Por favor, não subestime esta seara de sua vida para não amargar profundos arrependimentos daqui há alguns anos.

Além disso, é fundamental ter uma mente sã (tal assunto será tratado com mais afinco em outro post). Como sou caseiro, música e filmes são meu maior passatempo. Se não tem um hobbie, procure um. Faça algo que lhe proporcione prazer. Fazer algo contra sua vontade mostrará ser improdutivo.

Continuamos nosso bate-papo no próximo post.

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Até lá!